GDF: plano de saúde do servidor terá coparticipação diferenciada



Os conveniados vão pagar taxas distintas por consultas, cirurgias e outros procedimentos. Idade será levada em conta na hora do cálculo


plano de saúde dos servidores públicos do Distrito Federal terá coparticipação com tabela variável de preços para os atendimentos. Ao invés da cobrança de percentual fixo sobre qualquer serviço, o convênio vai cobrar taxas específicas de acordo com o procedimento realizado pelo usuário.

A coparticipação é a cota paga pelo conveniado à operadora por cada atendimento, além da mensalidade. No Brasil, os planos de saúde estão divididos entre pacotes com tabelas variáveis e convênios com cobrança de valor único.
“O percentual da coparticipação vai variar sobre o valor do procedimento ou consulta”, afirma o presidente do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor Público do DF (Inas-DF), Ricardo Perez, responsável pela criação do novo convênio. “Não é um percentual único. A idade poderá pesar também”, completou.
Limite anual
No entendimento de Perez, a coparticipação é necessária para a sobrevivência do plano, evitando gastos desnecessários. “É claro que estamos aqui para ajudar e não atrapalhar. Haverá um limite de quanto a pessoa pagará por ano”, revelou.
Quem precisar gastar valores além do teto, vai pagar um seguro para não ficar desamparado em caso de necessidade. “Se não a gente acaba prejudicando e o servidor pega uma conta que não paga nunca mais na vida”, ponderou.
O Governo do DF (GDF) planeja contratar uma empresa para apoiar a implantação, estruturação e gestão do modelo. De acordo com Perez, o edital de licitação será lançado até o final do primeiro trimestre de 2020. Pelo menos 10 empresas estão interessadas em participar da concorrência.
Mensalidade mista ou por faixa etária
O plano de saúde não vai cobrar mensalidades sobre percentuais dos salários dos servidores. “Pode ser um misto ou um pouco sobre percentual e um pouco sobre a idade”, comentou. Outra possibilidade é a definição de taxas apenas por faixa etária. “Mas só o salário não vai ser. Não se sustenta desse jeito”, enfatizou.
Os gastos com pessoas acima de 58 anos sobem de maneira expressiva. Nesse sentido, o Inas planeja lançar campanhas de incentivo para prevenção de doenças, como controle de pressão arterial, da glicose e orientar sobre campanhas de vacinação. No caso de dependentes, filhos terão cobertura até 21 anos. Se estiverem na universidade, ela sobe para 24.
Pelo fato de o plano ser público e sem foco no lucro, Perez garante que o convênio com o GDF vai oferecer preços entre 20% a 30% mais baratos na comparação com o mercado.
Prova de conceito
Junto à Secretaria de Economia, o Inas trabalha na elaboração da prova de conceito do sistema de operação do plano de saúde. Durante a licitação, os participantes vão apresentar valores para a criação do programa por onde passarão as informações sobre os procedimentos. A prova tem o objetivo de evitar a aprovação de lances muito altos ou demasiadamente inferiores.
“Se vier um valor baixo será ótimo. Mas pode ser que seja inexequível, não é? Pode ser que o produto não seja bom”, explica. A prova de conceito vai determinar quais serão as especificações de qualidade do sistema. Nas palavras de Perez, a prioridade do GDF é lançar um convênio capaz de atender as necessidades dos servidores, seja para 3 mil ou 300 mil.
Pesquisa de preço
O Inas também estuda qual será o valor pago inicialmente para a empresa vencedora da licitação. A princípio, não haveria desembolso do GDF. “Vamos fazer uma pesquisa de preço por vida. Porque nós vamos pagar por vida dos servidores e dos dependentes que forem aderindo. Para cada um, vamos pagar ‘X’ em reais para a empresa dar esse suporte para gente”, contou.
O pagamento será temporário. Segundo o presidente do Inas, terminará quando a implantação do plano de saúde for concluída. O desembolso não estava previsto nas primeiras versões do edital. No entanto, a partir de questionamentos de empresas interessadas, o governo decidiu revisar a proposta.
Concurso
De acordo com Perez, o contrato de licitação será temporário, pois o objetivo do governo é dar condições para o instituto assumir a gestão completa do convênio. “É o Inas ter a sua estrutura. Ter os seus servidores. Fazer concurso”, antecipou o presidente.
Inicialmente, o escopo será nos servidores e suas famílias. Pelas contas de Perez, em 2020, o plano receberá aproximadamente 50 mil adesões. Na próxima etapa, o convênio poderá abrir as portas para as empresas públicas do DF, bem como as forças de segurança, incluindo policiais e bombeiros. “Isso está no nosso radar”, cravou.

A cobertura do plano será regional. Para oferecer atendimento aos servidores fora do DF, o Inas avalia a possibilidade de parcerias com outros convênios.
Segundo a ANS, operam no Brasil 54.510 planos de saúde. Desse total, 16.926 trabalham com coparticipação, atendendo 22.250.879 beneficiários.
Outros 742 operam com franquia. Em resumo, a franquia é o valor estabelecido no contrato até o qual a operadora não tem responsabilidade de cobertura. Enquanto 2.047 oferecem pacotes mistos com as duas cobranças.
Juntos, representam 36% do total de planos e 54% dos usuários. Os demais convênios, 34.795 sem fator moderador, somam 64% do mercado, prestando serviço para 21.645.301 beneficiários. Ou seja, 46% dos conveniados.
A agência avalia possíveis mudanças nas regras dos planos de saúde. “A ANS estuda a necessidade de eventuais alterações na regulamentação”, afirmou o órgão, por nota, sem entrar em detalhes.
Fonte:metropoles
Juntos, representam 36% do total de planos e 54% dos usuários. Os demais convênios, 34.795 sem fator moderador, somam 64% do mercado, prestando serviço para 21.645.301 beneficiários. Ou seja, 46% dos conveniados.
A agência avalia possíveis mudanças nas regras dos planos de saúde. “A ANS estuda a necessidade de eventuais alterações na regulamentação”, afirmou o órgão, por nota, sem entrar em detalhes.

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