Funcionários do Conselho Tutelar da Estrutural são ameaçados

 Para conselheiros, insegurança é constante
(foto: Vinícius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)

Conselho Tutelar da Estrutural foi palco de momentos de pânico para uma adolescente de 15 anos, vigilantes e servidores. A mãe e o padrasto da garota foram ao local para uma mediação de conflito, já que a menina optou por morar com os avós. No entanto, eles tentaram levar a garota a força.

O caso aconteceu por volta das 18h30 de terça-feira (29/10), como contou a conselheira tutelar, Michelle Marçal. “Tínhamos marcado a mediação com as duas partes, mas, assim que a adolescente chegou, a mãe a puxou pelo braço e a arrastou, numa cena quase que de sequestro”, lembra. Nesse momento, se iniciou uma briga entre as famílias.

A garota conseguiu se soltar com a ajuda dos avós e correu para dentro do Conselho. “Ela estava desesperada, mas conseguimos protegê-la dentro do banheiro. A mãe e o padrasto, transtornados, saíram empurrando todas as portas do local, arrombando tudo com uma violência enorme e xingando todo mundo que tentava controlar a situação”, disse Michelle.

Dois vigilantes e um homem que presenciou a cena atuaram para acalmar os dois, que ainda tentaram agredir a conselheira, dizendo que o serviço não prestava para nada. Mãe e padrasto foram levados para fora e o local teve que ser trancado, mas eles tentaram invadir o lote com chutes na porta, que entortaram o ferrolho.



Janelas e portas de metais foram danificadas na briga(foto: Divulgação/Conselho Tutelar)

Pedradas e ameaças

Do lado de fora, os dois pivôs do tumulto continuaram agressivos. Eles atiraram pedras contra o Conselho Tutelar e ameaçaram Michelle e outros servidores. “A mãe disse que ia quebrar as janelas e que eles iam voltar para terminar de resolver. Agora ficamos reféns disso. Os vigilantes devem pedir transferência, mas eu mesma não tenho nenhuma segurança, continuo trabalhando e morando na comunidade, exposta”, lamentou Michelle.

Os envolvidos foram à 8ª Delegacia de Polícia (SIA), onde foi registrado um boletim de ocorrência por ameaça e desacato. A vítima assinou termo de representação contra os autores. Mãe e padrasto assinaram termo de compromisso de comparecimento, receberam memorando de encaminhamento ao Instituto de Medicina Legal (IML) e foram liberados em seguida. Quanto a guarda da adolescente, o conselho vai elaborar um relatório e encaminhar à Vara da Infância.

Nesta quarta-feira (30/10), pela manhã, Michelle contou que mais uma mediação terminou em luta corporal, com um mãe partindo para cima de um pai, o que evidencia que o problema é constante. A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania foi procurada para detalhar as ferramentas de proteção aos conselheiros. Confira a nota oficial:
A Sejus informa que já foram adotadas todas as providências cabíveis para a proteção dos conselheiros tutelares, servidores e do patrimônio público em relação à situação do Conselho Tutelar da Cidade Estrutural, que foi apedrejado por familiares de uma adolescente durante atendimento de um caso de conflito familiar.

Fonte: Correio Brasiliense


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